O presidente Lula (PT) afirmou no podcast do rapper Mano Brown que, ao olhar para a devastação na Faixa de Gaza, sente que poderia imaginar o Brasil após o governo Bolsonaro.
Segundo ele, ao assumir o governo, encontrou um país “semidestruido”, sem a presença de Ministérios como o do Trabalho, Igualdade Racial, Direitos Humanos e Cultura.
Lula criticou o governo anterior, alegando que houve uma “destruição proposital”, pois, segundo ele, Bolsonaro teria boicotado órgãos que poderiam fortalecer a organização da sociedade.
“Para que cultura, se cultura politiza a sociedade?”, teria dito o ex-presidente.
O presidente também acusou o ex-executivo de negar a democracia e destacou a necessidade de reconstruí-la. Ele reforçou sua posição em defesa da população palestina:
- Classificou como genocídio a situação em Gaza;
- Defendeu a criação de um Estado palestino e;
- Usou essa ideia em debates no G7 e em uma fala ao lado do presidente francês Emmanuel Macron, onde pediu mudanças no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
Lula afirmou ainda que justifica seus posicionamentos por conta do que chamou de “matança indiscriminada de milhares de mulheres e crianças e o uso da fome como arma de guerra” em Gaza.

Manifestação por paz
Na última terça-feira (17), o ex-presidente falou sobre os conflitos internacionais em seu perfil do X, antigo Twitter.
Para uma ordem, Lula cobrou uma ação mais enérgica da ONU e criticou o que chamou de “vácuo de liderança” global diante das crises atuais. Ele defendeu que o secretário-geral da Organização lidere um grupo de países comprometidos com a paz.
“É o momento de devolver o protagonismo à ONU”, afirmou.