Rondônia deixou para trás o estigma de estado periférico e tem se consolidado como uma das economias mais promissoras do Brasil.
De acordo com dados da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico (Sedec), o estado registrou a segunda menor taxa de desemprego do país e uma explosão nas exportações nos últimos anos.
De janeiro a maio de 2025, o volume exportado já soma US$ 1,4 bilhão, e a expectativa é de novo recorde.
Em 2024, o total exportado alcançou US$ 2,6 bilhões, equivalentes a mais de R$ 14 bilhões, marcando uma alta de 103% em cinco anos.
Os números são impulsionados pela força do agronegócio, com destaque para a carne bovina, o café, o Tambaqui e o cacau.
Exportações decolam para Rondônia
O estado ampliou radicalmente seu alcance no mercado internacional: em 2020, exportava para 41 países; em 2025, o número subiu para 116. Produtos que antes mal apareciam nas estatísticas agora ganham protagonismo nos portos e feiras internacionais.
- Café: de US$ 66 mil (2019) para mais de US$ 130 milhões em 2024
- Tambaqui: de US$ 71 mil (2019) para mais de US$ 608 mil em 2024
- Cacau: de US$ 27 milhões (2019) para US$ 207 milhões em 2024
A carne bovina segue como carro-chefe, com mais de US$ 1 bilhão em exportações só em 2024.

Feiras, crédito e inteligência de mercado
O crescimento não foi por acaso. O governo de Rondônia promove uma série de ações para fortalecer a produção local e abrir portas para o comércio exterior. Entre elas:
- Apoio à produção sustentável, com foco no ciclo completo, da lavoura ao mercado
- Crédito facilitado para pequenos produtores, inclusive com linha especial rural
- Capacitação e atração de investidores, por meio da plataforma Invest Rondônia
- Participação em feiras nacionais e internacionais, como a Seafood Expo North America (EUA) e a Anuga (SP)
- Reativação do Comitê de Comércio Exterior (Comex-RO), para alinhar estratégias com o setor privado
Segundo o governador Marcos Rocha, a ascensão econômica é fruto de uma produção de qualidade, sustentável e bem divulgada. “O mundo está conhecendo o que Rondônia tem de melhor”, disse.
Produtores cobram continuidade e estrutura

Representantes do agronegócio reconhecem os avanços, mas também alertam para a necessidade de manter o ritmo e ampliar a infraestrutura.
O presidente da Caferon, Juan Travain, aponta que, pela primeira vez, há apoio governamental em todo o ciclo da produção.
Já o empresário Adê Luiz, do setor de pescados, afirma que o governo “revolucionou” o mercado do Tambaqui.
A crítica velada dos produtores está no recado: não basta crescer, é preciso manter o que foi conquistado.
As vitórias da produção rondoniense, em números
Café
- Maior produtor da Região Norte
- De US$ 17,5 milhões (2023) para US$ 130,9 milhões (2024)
- Crescimento de 644% em receita
Tambaqui
- Maior produtor do Brasil
- De US$ 160 mil (2023) para US$ 608 mil (2024)
- Crescimento de 278% em um ano
Carne Bovina
- 2º maior produtor da Região Norte
- US$ 1,09 bilhão exportados em 2024