‘Abin Paralela’: Lula adota cautela e avalia destino de diretor indiciado

Redação Portal Norte

A Casa Civil aguarda o retorno do presidente Lula (PT), atualmente no Canadá, para decidir o futuro do diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Luiz Fernando Corrêa. 

Ele foi indiciado pela Polícia Federal (PF) no inquérito que investigou o uso ilegal de ferramentas de monitoramento, no caso que ficou conhecido como “Abin Paralela”. 

Corrêa foi nomeado por Lula em maio de 2023 e, segundo fontes próximas ao presidente, o petista tem adotado cautela no caso. Ele ainda não conversou com Corrêa desde o indiciamento e não teria qualquer pressão por sua saída. 

Dentro do governo, há quem defenda aguarda o encerramento das investigações ou a formalização de denúncias pela Procuradoria-Geral da República (PGR) antes de tomar qualquer decisão. 

Lula e Luiz Fernando Corrêa. Foto: Evaristo Sa/AFP.

Pai, filho e Ramagem 

Além de Corrêa, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o seu filho, vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ), e o deputado federal e o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) também foram indiciados.

Jair Bolsonaro, de acordo com o relatório, foi indiciado por ter ciência das operações clandestinas e por se beneficiar delas, sem adotar qualquer medida para interromper a prática. 

Carlos Bolsonaro teria comandado o chamado “gabinete do ódio”, que, segundo a investigação, usou as informações obtidas ilegalmente para criar e espalhar conteúdos nas redes sociais com o objetivo de atacar adversários políticos.

Alexandre Ramagem , segundo a PF, foi o principal responsável pela organização do esquema de espionagem ilegal.

*Com informações de CNN