O vice-prefeito de Belém (PA), Cássio Andrade (MDB), falou, na última segunda-feira (16), sobre os desafios enfrentados e o papel estratégico da capital paraense na realização da 30ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em novembro.
Segundo ele, o evento só será possível graças à articulação entre o governo estadual e o apoio do governo federal. Andrade, no entanto, explica a falta de valorização da Região Norte.
“Tivemos a ousadia de gritar. Temos um orçamento anual de R$ 5,6 bilhões, enquanto cidades de porte semelhante, como Porto Alegre, contam com mais de R$ 13 bilhões. Isso mostra o quanto a nossa região foi negligenciada por sucessivos governos desde a redemocratização”, comentou.
Para a celebração da COP30, o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), declarou que haverá um investimento de R$ 5 bilhões. O vice disse que o valor não beneficiará apenas Belém, mas todo o estado do Pará.
“Quando se fala em desigualdades e pobreza, ninguém se lembra da gente. Agora que lutamos por investimentos, querem criticar. Não aceitaremos”, expressou.

Discussões aprimoradas
Mesmo com valorização da região e investimentos amplos, a celebração deve ser feito com responsabilidade, sem que vire uma festa. É o que prega a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva.
“Não é festa, é luta. Não é a Copa do Mundo, não é a Olimpíada, é uma COP, que a gente poderia dizer que vem em um momento em que estamos vivendo a pedagogia do luto e da dor por muitas coisas, inclusive pela ameaça ao multilateralismo, solidariedade e a colaboração entre os povos”, declarou.
O presidente Lula (PT) seguiu na mesma linha em declaração dada no último dia 7. “Nós vamos fazer uma COP séria. Nada de muita festa, mas sim de debate, discussão”, disse.