Governo ignora críticas do MPF e dos povos indígenas e promove novo leilão na Foz do Amazonas

Redação Portal Norte

Nesta terça-feira (17), vão a leilão 47 novos blocos para exploração de petróleo na Foz do Rio Amazonas, na costa do Amapá. O movimento vai contra os protestos dos indígenas da região e às recomendações do Ministério Público Federal (MPF).

O órgão chegou a entrar na Justiça, contra a União e a Agência Nacional de Petróleo (ANP), solicitando o impedimento das ofertas. Justificam que o leilão sem estudo prévio sobre os impactos ao meio ambiente e aos povos locais viola a legislação ambiental brasileira.

A área, que será exposta, é considerada altamente sensível e possui corais amazônicos recém-descobertos — encontrados em 2016. O ambiente também é rico em mangues, restingas e sua extensão de corais é maior que o estado do Rio, segundo o UOL.

Indígenas protestam contra leilão na Foz do Amazonas

Em acréscimo, os povos indígenas do Oiapoque protestam contra os leilões, com destaque ao licenciamento do bloco FZA-M-59. A Petrobras tenta, desde 2020, obter a autorização para explorar a bacia.

Em maio, o Ibama autorizou a petroleira a fazer uma simulação de como seria o resgate da fauna caso houvesse um vazamento. No mesmo mês, o conselho de caciques do Oiapoque divulgou uma carta solicitante a suspensão do licenciamento.

“Não aceitaremos que interesses econômicos se sobreponham à vida de nossos parentes e ao futuro das próximas gerações”, diziam.