Através do Supremo Tribunal Federal (STF), o ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tenente-coronel Mauro Cid, teve prisão decretada nesta sexta-feira (13). Contudo, poucos minutos após a decisão, a prisão foi revogada.
A situação aconteceu ao mesmo tempo em que a Polícia Federal (PF) prendeu, em Recife (PE), o ex-ministro do Turismo no governo de Jair Bolsonaro (PL), Gilson Machado.
Ele teria atuado para obter a expedição de um passaporte português junto ao consulado de Portugal na capital pernambucana, em favor do tenente-coronel, “para viabilizar sua saída do território nacional”.
Ainda não existem mais informações sobre a revogação rápida, mas Cid teve a casa vistoriada pela PF e entregou celulares, que foram apreendidos. Ele será ouvido na sede da PF, em Brasília, para prestar esclarecimentos sobre a investigação de fuga do país.
Investigações do golpe
O tenente-coronel, em interrogatório ao STF na última segunda-feira (9), afirmou que o ex-presidente leu e fez alterações na chamada “minuta do golpe”, documento que previa prisão de autoridades e decretação de estado de sítio para reverter o resultado das eleições de 2022.
Ele foi delator na ação penal da trama golpista e como estratégia de defesa durante depoimento, Cid citava que apenas estava na posição de seguir ordens.
*Com informações de CNN