As unidades de saúde de Porto Velho registram um aumento expressivo nos atendimentos relacionados a síndromes respiratórias, principalmente causadas pelo vírus Influenza.
O cenário tem gerado alerta entre as autoridades sanitárias e demanda cuidados redobrados da população.
De acordo com o prefeito Léo Moraes, o momento exige cautela e união de todos para frear a disseminação dos vírus gripais.
“Passamos por uma situação muito delicada, onde as nossas unidades de saúde estão lotadas. Porto Velho teve um aumento muito grande do vírus Influenza e outros sintomas gripais em comparação ao ano passado. Por isso, a atenção de todos é essencial neste momento”, destacou.
O secretário municipal de saúde, Jaime Gazola, também reforçou a gravidade do cenário.
“São mais de 30 mil atendimentos a mais neste ano em relação ao mesmo período do ano passado. É fundamental redobrar os cuidados com a lavagem das mãos, usar máscaras e, principalmente, buscar a vacinação”, alertou.

Aumento de casos preocupa todo o país
Dados recentes da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) indicam que os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) estão em alta em mais de 20 estados brasileiros, incluindo Rondônia.
O relatório aponta que as infecções respiratórias causadas pela Influenza atingiram níveis de incidência que variam de moderados a muito altos entre jovens, adultos e idosos.
Em especial, Norte e Centro-Oeste do país apresentam nível de alerta ou risco elevado para a SRAG, com destaque para a faixa etária de crianças e adolescentes até 14 anos.
Como se proteger das síndromes respiratórias
A Prefeitura de Porto Velho reforça que a vacinação contra a gripe está disponível gratuitamente em todas as unidades de saúde. Além disso, especialistas recomendam outras medidas de prevenção, como:
- Lavar as mãos frequentemente com água e sabão ou utilizar álcool em gel.
- Evitar aglomerações, especialmente em locais fechados e sem ventilação.
- Usar máscara ao apresentar sintomas gripais ou ao frequentar ambientes de risco.
- Manter a vacinação em dia, não só contra a gripe, mas também contra outras doenças respiratórias.
- Procurar atendimento médico ao apresentar sinais de agravamento, como falta de ar ou febre persistente.