‘Gangues’ de pichadores atacam monumentos de Brasília; crimes podem render até quatro anos de prisão

Redação Portal Norte

Monumentos e prédios públicos de Brasília têm sido vandalizados por gangues de pichadores. Locais como a Catedral Metropolitana, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) e a Ponte Juscelino Kubitschek (JK) foram alvos das pichações. 

As gangues tinham o Congresso Nacional como próximo alvo e filmavam as ações.

Os atos de vandalismo são atribuídos a dois grupos distintos: Legião Unidade pela Arte (LUA) e Grafiteiros Sem Lei (GSL). O primeiro deles já foi formado por centenas de pichadores, desde 1999.

Na contenção da cena, a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou na manhã desta segunda-feira (2) a Operação Rabisco, cumprindo três mandados de busca e apreensão contra os líderes dos grupos criminosos.

A 3ª Delegacia de Polícia (DP), localizada no Cruzeiro, identificou dez criminosos. Eles serão indiciados por crimes contra o meio ambiente e o ambiente urbano, bem como por associação criminosa.

Somadas, as penas pelos crimes podem levar a até quatro anos de prisão.

Pichação na Ponte JK. Foto: divulgação/PCDF

Resposta ao crime

Na última semana, na temática das pichações, a Comissão de Comunicação da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que estabelece punições administrativas para pessoas que praticarem o ato.

Entre as medidas previstas estão:

  • Suspensão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
  • Bloqueio, por seis meses, de todas as linhas telefônicas registradas no nome do infrator.

*Com informações de Metrópoles e CNN