O reajuste salarial médio de 27% aos servidores federais, aprovado no Senado na última quarta (28), promete causar um impacto forte nas contas públicas.
Segundo o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) haverá um custo de R$ 179 bilhões em 2025, depois R$ 267 bilhões em 2026 e cerca de R$ 291 bilhões em 2027.
Entenda
A medida oficializa uma Medida Provisória publicada no final de 2024, com reajustes para categorias com acordos com o Executivo depois das greves.
O plano oficializa 38 acordos com categorias do funcionalismo em 2024, com reajustes em duas etapas: pagos retroativamente a partir de maio, já havendo começado, e outra que será em 1º de abril de 2026.
A ministra da Gestão, Esther Dweck, declarou que a iniciativa mantém a estabilidade nos gastos com pessoal e está bem próxima ao novo arcabouço fiscal, respeitando as regras fiscais.
“Do ponto de vista fiscal, estamos respeitando todos os limites, todas as regras fiscais”
Em 2023, o governo deu um aumento igual de 9% ao funcionalismo público. Em 2024, não teve aumento no salário, apenas mudanças nos auxílios alimentação, saúde e creche.
O texto aprovado prevê também acréscimos, que oscilam entre 9% e 30% aos cargos em comissão e funções de confiança, com isso a variação depende do nível hierárquico existente.
Relembre o processo na Câmara
No último dia 21, o projeto foi aprovado na Câmara. Não sendo receptiva por todos os parlamentares, críticas surgiram. O deputado Zé Trovão (PL-SC), por exemplo, acredita que o governo só pensa nos interesses próprios.
Ele defendeu que não se pode permitir “que o governo federal continue apenas atendendo aquilo que é interesse próprio e deixando de lado o interesse do Brasil”.
Ele representou a posição da minoria da Câmara na votação. “Isso aqui é papo furado”, disparou.