Cinco integrantes de uma “agência de extermínio” que cobrava R$ 250 mil para monitorar e matar ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) foram presos nesta quarta-feira (28). A operação foi autorizada pelo ministro Cristiano Zanin.
Segundo as investigações, o grupo mantinha uma tabela de preços de espionagem conforme o perfil do alvo:
- Ministros do STF: R$ 250 mil;
- Deputados: R$ 100 mil;
- Senadores: R$ 150 mil.
A descoberta do grupo faz parte de uma ação que tramita em sigilo sobre venda de sentenças por servidores do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT).
Figura central do esquema, o advogado Roberto Zampieri foi, segundo fontes da PF cintes do caso, morto a tiros no Mato Grosso por essa mesma organização.
A “agência de extermínio” era composta por civis e militares da ativa e da reserva e autodenominada “Comando C4”, com significado de “Comando de Caça a Comunistas, Corruptos e Criminosos”.

Tocantins nas discussões
O caso de vendas de sentenças também foi sondado em Tocantins em agosto passado. A ação da PF se deu em Palmas, visando o Poder Judiciário do Tocantins.
Endereços de magistrados foram visitados pelos agentes, que investigaram suspeitas graves de venda de decisões judiciais e negociações de sentenças.
A operação foi batizada de Máximus, sendo uma referência ao personagem Máximus, do filme “Gladiador”, que lutou contra a corrupção nas altas esferas do poder no Império Romano.
*Com informações de CNN