A Doença de Alzheimer é uma condição neurológica degenerativa e irreversível que provoca a deterioração progressiva das funções cognitivas, afetando especialmente a memória, a linguagem e a capacidade de raciocínio.
Essa enfermidade costuma se manifestar de forma silenciosa, mas seus impactos evoluem com o tempo, interferindo diretamente na qualidade de vida e na autonomia da pessoa acometida.
A enfermidade surge quando ocorre uma falha no processamento de proteínas no sistema nervoso central.
Como resultado, fragmentos tóxicos se acumulam entre os neurônios e dentro deles, causando danos irreparáveis a estruturas cerebrais fundamentais como o hipocampo, que controla a memória, e o córtex cerebral, responsável por funções como fala, reconhecimento sensorial e pensamento abstrato.
Principais estágios da Doença de Alzheimer
A progressão do Alzheimer pode ser dividida em quatro estágios, com sintomas que se agravam conforme a doença avança:
- Estágio inicial:
Surgem alterações sutis na memória, mudanças na personalidade e dificuldades com noção espacial.
- Estágio moderado:
A pessoa passa a ter problemas para falar, realizar tarefas simples e manter coordenação motora. Nessa fase, insônia e agitação tornam-se frequentes.
- Estágio avançado:
A deterioração é mais evidente. Há resistência para atividades básicas, incontinência urinária e fecal, dificuldades para se alimentar e perda acentuada da mobilidade.
- Estágio terminal:
O paciente permanece acamado, apresenta mutismo, sente dor ao engolir e está vulnerável a infecções secundárias.
Sinais iniciais do Alzheimer: o que observar
Detectar os primeiros sintomas do Alzheimer pode fazer diferença no tratamento e acompanhamento da doença. Os indícios mais comuns no início são:
- Esquecimentos constantes, especialmente de fatos recentes;
- Desorientação em ambientes familiares;
- Dificuldade com linguagem, atenção e aprendizado;
- Julgamento comprometido e menor senso crítico.

Alzheimer precoce: quando a doença surge antes dos 65 anos
Embora o Alzheimer atinja majoritariamente pessoas com mais de 65 anos, existe a forma precoce da doença, que pode surgir entre os 40 e 50 anos de idade.
Esse tipo está geralmente associado a causas genéticas hereditárias e avança de forma mais acelerada.
Nesse caso, os sintomas muitas vezes são confundidos com estresse ou depressão, o que retarda o diagnóstico. Entre os sinais mais comuns estão:
- Problemas para reconhecer rostos conhecidos;
- Dificuldade na comunicação escrita e oral;
- Apatia, irritabilidade e episódios depressivos;
- Desorientação, insônia e perda de movimentos coordenados.
Como confirmar o diagnóstico de Alzheimer
Para diagnosticar o Alzheimer com precisão, é essencial procurar um neurologista ou geriatra. A avaliação clínica considera o histórico do paciente, sintomas relatados e testes específicos. Entre os exames solicitados estão:
- Imagem cerebral: ressonância magnética e tomografia computadorizada;
- Exames laboratoriais: para descartar outras causas;
- Testes cognitivos: como o Mini Exame do Estado Mental, Token Teste, Teste do Relógio e avaliação de fluência verbal.
Esses testes ajudam a determinar o estágio da doença e planejar o acompanhamento adequado.
*Com informações de Bronstein, Ministério da Saúde e Hospital Israelita Albert Einstein