A Polícia Federal está procurando Juan Gabriel Rivas Nunez, de 43 anos, conhecido como “Juancho”, acusado de chefiar a facção criminosa Banda de Juancho.
Ele fugiu após retirar a tornozeleira eletrônica e colocá-la em um sósia, em Boa Vista, Roraima. Juan estava em prisão domiciliar por envolvimento em contrabando de ouro na Venezuela.
Quem descobriu a fuga?
Agentes descobriram a fuga no dia 10 de maio, quando foram até a casa dele, no bairro Paraviana, para trocar o equipamento.
No local, encontraram outra pessoa, parecida com Juan, usando a tornozeleira, o que levantou suspeitas. Ao verificarem os dados, confirmaram que não se tratava dele.

O sósia fugiu antes da chegada dos policiais. As autoridades ainda não sabem como e quando o suspeito retirou a tornozeleira e a colocou no sósia.
Ademais, esse tipo de equipamento tem GPS e envia informações em tempo real à central de monitoramento. Caso seja rompido ou desligado, ele emite um sinal de alerta.
Quem está investigando o caso?
A Polícia Federal conduz a investigação para apurar os crimes relacionados à fuga, como falsidade ideológica e fraude na execução penal.
A Corregedoria da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejuc) também acompanha o caso, assim como a empresa responsável pela tornozeleira.
Posteriormente, a situação foi comunicada à Vara de Execuções Penais e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Prisão de ‘Juancho’
A Polícia Federal em Roraima prendeu Juan no Brasil em novembro de 2023. Ele ficou detido na Penitenciária Agrícola de Monte Cristo até abril deste ano.
No entanto, o STF autorizou sua extradição para a Venezuela, com a condição de que o país não aplicasse penas proibidas pela lei brasileira, como prisão perpétua.
Enquanto aguardava as garantias do governo venezuelano, a Justiça determinou que ele cumprisse prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, decisão que passou a valer em janeiro de 2025.

Nos primeiros meses, Juan manteve bom comportamento, mas depois registrou algumas violações. Mesmo assim, voltou a ser classificado como preso de bom comportamento antes de fugir.
As autoridades acusam Juan Gabriel de liderar uma das maiores facções criminosas do estado de Bolívar, na Venezuela, que atua nos garimpos da região de Las Claritas.
Além disso, ele responde por crimes como homicídio, tráfico de armas, extorsão e ataques contra comunidades indígenas, incluindo o povo Arawaco.
Por fim, o homem também é acusado de usar identidades falsas e está na lista de procurados pela Interpol.
*Com informações do g1 Roraima