Depois de emocionar o público no Festival de Curitiba, um dos mais importantes eventos de artes cênicas da América Latina, o espetáculo “Sebastião”, do grupo Ateliê 23, volta a Manaus para uma nova temporada.

As apresentações acontecem nos dias 24, 26 e 30 de abril, sempre às 20h, no Teatro Gebes Medeiros, localizado na avenida Eduardo Ribeiro, 937, no Centro. A classificação é 18 anos.
Ingressos para o espetáculo ‘Sebastião’, do Ateliê 23 em Manaus
Os ingressos custam R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia-entrada), disponíveis no perfil da companhia no Instagram (@atelie23) e no site shopingressos.com.br.
Pessoas com deficiência têm entrada gratuita, enquanto estudantes, idosos e acompanhantes de PcDs pagam meia, conforme lei estadual.

No dia das apresentações, os bilhetes serão vendidos uma hora antes do início do espetáculo.
Sucesso em Curitiba e emoção do elenco
Com três sessões lotadas no festival, o espetáculo foi ovacionado por mais de cinco minutos em todas as apresentações. Taciano Soares, diretor da companhia ao lado de Eric Lima, destacou a emoção do grupo:
“Foi maravilhoso. Percebemos isso nos aplausos efusivos, as pessoas não paravam de gritar e aplaudir. Voltamos para o festival e conquistamos o público, foi muito bonito ouvir os depoimentos depois do espetáculo”, disse Soares, que interpreta Carmencita em cena.
A história por trás de “Sebastião”
Inspirado no livro “Um Bar Chamado Patrícia”, do estilista Bosco Fonseca, o espetáculo mistura experiências dos atores como homens gays com temas como homofobia, violência e resistência LGBTQIAPN+.

O nome da peça faz referência a São Sebastião, reinterpretado como um mártir gay contemporâneo, conforme estudos do historiador Richard Kaye.
No elenco, além de Taciano Soares e Eric Lima, estão Francis Madson, Andiy, Elias Difreitas, Jorge Sabóia e José Holanda, que interpretam sete drag queens (Carmencita, Little Drag, Chica, Angel, Vênus, Lady Sinty e Sebastiane).
Juntas, elas revivem memórias dos anos 70, com números musicais e depoimentos emocionantes.
A peça surgiu em 2021, após o grupo sofrer ataques homofóbicos, sorofóbicos e racistas devido a uma performance na Igreja de São Sebastião. A obra, que já nasceu como um manifesto, tornou-se ainda mais urgente diante da intolerância, buscando abrir novos diálogos sobre diversidade.
Trilha sonora e equipe
O espetáculo também se destaca pela trilha sonora, com destaque para as músicas “Toda La Noche”, “Baby Gay” e “Sou Todo Amor” – esta última alcançou 3.405 reproduções em plataformas de streaming.
A banda do espetáculo conta com Guilherme Bonates (produção e direção musical), Luana Aranha (baixo), Mady (guitarra) e Bruno Rodriguez (teclado).
O figurino é assinado por Andiy, Eric Lima e Francis Madson, enquanto a dramaturgia é de Daphne Pompeu, Eric Lima e Taciano Soares.
Realização e apoios
O projeto é uma realização do Ateliê 23, com apoio do Itaú Cultural (Programa Rumos), Governo do Amazonas (Secretaria de Cultura e Economia Criativa), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Ministério da Cultura, via Funarte.