Na madrugada desta segunda-feira, 28, entraram em vigor as sanções da União Europeia ao Banco Central russo. As restrições incluem uma proibição de transações com o instituto financeiro, segundo a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.
– Envie esta notícia no seu Whatsapp
– Envie esta notícia no seu Telegram
Além disso, todos os ativos do banco na União Europeia deverão ser congelados para impedir o financiamento da guerra do presidente Vladimir Putin contra a Ucrânia.
As sanções são consideradas tão pesadas quanto a exclusão de instituições financeiras russas da rede de comunicações bancárias Swift.
Na noite de domingo, o chefe de política externa da União Europeia, Josep Borrell, afirmou que as medidas punitivas da União Europeia combinadas com as dos seus parceiros do G7 fazem com que cerca de metade das reservas financeiras do Banco Central da Rússia seja congelada.
_______________________
RELACIONADAS
+ UE irá banir voos para Rússia e impõe mais sanções a Belarus
+ Rússia promete revidar sanções da União Europeia
+ ‘Putin começou essa guerra e ele sofrerá consequências’, diz Biden ao anunciar sanções à Rússia
_______________________
De acordo com especialistas, a medida impede, por exemplo, que a Rússia consiga usar suas reservas em moeda estrangeira para estabilizar o rublo. A moeda russa está apresentando queda acentuada, o que trará mais dificuldades para a população da Rússia.
Nesta segunda-feira, o rublo alcançou uma baixa recorde em relação ao dólar, apesar do anúncio do Banco Central da Rússia de que lançaria uma série de medidas para apoiar os mercados domésticos, afetados pelas sanções.
Ainda segundo Borrell, nem todas as reservas do Banco Central russo podem ser bloqueadas, porque nem todos estão presentes em estados ocidentais. Ele disse que a UE não pode bloquear reservas em Moscou ou na China, por exemplo, acrescentando que a Rússia vem ocultando cada vez mais reservas em países onde elas não podem ser bloqueadas.
_________________________
ACESSE TAMBÉM MAIS LIDAS




