O Superior Tribunal de Justiça (STJ) pediu que a Prefeitura de Manaus se manifestasse sobre a decisão que manteve o preço da passagem de ônibus em R$ 4,50.
Com isso, as discussões entre o Ministério Público do Amazonas (MPAM), a prefeitura e as empresas de transporte foram retomadas nessa quarta-feira (2).
Negociações sobre o preço da passagem de ônibus em Manaus
No encontro, as empresas apresentaram seus custos operacionais, como gastos com combustível, manutenção e salários.

Já a prefeitura teve que explicar se as empresas estão cumprindo o contrato, incluindo a troca de ônibus velhos e a oferta de veículos adaptados para pessoas com deficiência.
Pressão do setor privado
A promotora Sheyla Andrade (Prodecon) destacou a importância do diálogo para um “acordo homologável judicialmente” e apresentou um estudo da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL) alertando para os impactos de um reajuste abrupto para R$ 6.
O documento sugere aumento escalonado: R$ 5,50 em 12 meses e R$ 6 em 24 meses, evitando redução de contratações e migração para transportes alternativos.
Próximos passos
As propostas serão avaliadas pela Prefeitura, e uma nova rodada de discussões está marcada para 17 de abril.
“Essa reunião permitiu alinhar as cláusulas do futuro acordo”, disse Andrade. O desfecho pode definir não apenas o valor da tarifa, mas também o futuro da mobilidade urbana na capital amazonense.