O programa do governo federal que traz nova modalidade de crédito que permite o uso do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) como garantia para empréstimos consignados está sendo criticado pelo ex-BBB Gil do Vigor.
O ex-brother, que também é economista, alertou que a medida pode prejudicar trabalhadores em caso de demissão.
“Se você for demitido e precisar desse dinheiro, vai para o banco e você vai se lascar”, afirmou.
A explicação de Gil é que, nesta nova modalidade, os bancos podem usufruir de até 10% do saldo do FGTS e de 100% da multa rescisória como garantia do empréstimo. Isso significa que, se o trabalhador perder o emprego, poderá ter menos recursos disponíveis para sobrevivência.
O economista comentou que o governo defende que a ação pode reduzir a taxa de juros do crédito consignado, que atualmente está em 2,89%, para cerca de 1,73%. Para ele, o custo será alto.
“Se você pegar R$ 10 mil emprestados, vai pagar quase R$ 7 mil só de juros”, explicou.
Gil do Vigor analisa que o Brasil está endividado e que o projeto estabelecido somente cria uma fantasia na cabeça da população.
“76% das famílias brasileiras estavam endividadas agora em janeiro e 73 milhões de pessoas estão com alguma dívida ativa, sendo que 30% não estão pagando. Esse programa vai dar um sentimento de que elas devem e podem gastar mais, só que é um sentimento errôneo. Tem que ter sabedoria”, expressou.
A razão será do Executivo?
Enquanto o ex-bbb diz que o cenário econômico brasileiro pode ficar mais negativo, tendo em vista que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) apontou que o contexto da inflação está “mais adverso”, a gestão de Lula (PT) acredita em bons caminhos.
A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, durante entrevista ao Bom Dia, Ministra, na última terça-feira (25) disse não lembrar-se de fatores tão positivos.
“Eu não me lembro, nos 25 anos que faço vida pública, de mandato eletivo, de um momento onde todos os números da macroeconomia caminhavam tão bem”, assegurou a ministra.