Homem é condenado por estrangular mulher grávida para não assumir filho em Pimenta Bueno; relembre caso

Redação Portal Norte

Depois de mais de 13 horas de julgamento em Pimenta Bueno, um homem, Gabriel Henrique Santos Souza, foi condenado a 33 anos e 1 mês de prisão pelo assassinato de Antonieli Nunes Martins, mulher com quem manteve um relacionamento por 10 meses e ficou grávida.

O conselho de sentença reconheceu todas as qualificadoras apresentadas pela acusação. A sentença foi lida na noite da última segunda-feira (24), pelo juiz Hugo Soares Bertuccini, no Fórum de Pimenta Bueno.

Familiares da vítima reagem à decisão da Justiça

Durante todo o julgamento, familiares da vítima acompanharam o caso, alguns vestindo camisetas com fotos de Antonieli.

A mãe da vítima, Edna Mara Nunes Pereira, expressou alívio com o resultado. “A minha filha não está mais aqui, mas pelo menos a Justiça foi feita”, disse.

Família de Antonieli Nunes no julgamento do caso – Foto: Divulgação/TJ-RO

Caso Antonieli: relembre crime que chocou o Brasil

O caso ocorreu em fevereiro de 2022, quando Antonieli Nunes Martins foi encontrada morta em cima da cama por familiares, com sinais de asfixia e uma perfuração no pescoço causada por um objeto cortante.

Gabriel, casado na época, mantinha um relacionamento extraconjugal com Antonieli há 10 meses. Um dia antes do assassinato, a vítima revelou que estava grávida e não queria esconder a paternidade da criança.

Em depoimento, Gabriel Henrique admitiu o crime. Ele disse que teve um “ataque de ansiedade” ao saber da gravidez e, enquanto estava deitado ao lado de Antonieli, começou a estrangulá-la.

O julgamento contou com 11 testemunhas, incluindo familiares, amigos, policiais, peritos e vizinhos. A mãe da vítima emocionou o tribunal ao relembrar detalhes do crime. Médicos legistas e colegas de trabalho foram ouvidos por videoconferência.

Inicialmente, o réu negou o crime, mas, diante das provas reunidas pela polícia, acabou confessando. Ele relatou que aplicou um golpe mata-leão em Antonieli enquanto estavam deitados, “de conchinha”, na cama dela.

Após perceber que a vítima ainda estava viva, ele utilizou uma faca para fazer um corte em seu pescoço, causando sua morte por hemorragia, conforme o laudo pericial.

A promotoria utilizou a gravação da confissão do réu para reforçar a acusação. Argumentou à Justiça de Pimenta Bueno que o crime foi premeditado pelo homem e teve agravantes, como motivo torpe, uso de meio cruel e feminicídio, além do fato de a mulher estar grávida.

A defesa, por outro lado, tentou desqualificar as acusações, alegando que o crime teria sido motivado pelo medo do réu de que Antonieli revelasse a gravidez para seus pais e sua esposa. A estratégia, porém, não convenceu os jurados, que acataram os argumentos da acusação.