O Corpo de Bombeiros Militar do Acre (CBMAC) anunciou que esta quinta-feira (20) será o último dia de buscas pelo corpo de Roger Mato dos Santos, de 18 anos, que desapareceu no último sábado (15), após mergulhar nas águas turvas do Rio Acre, durante a cheia.
O jovem, que estava acompanhado de amigos, teria se afastado da margem para tomar banho e, segundo testemunhas, ao se afogar, pediu socorro três vezes, sem conseguir ser resgatado a tempo.
O caso
O jovem segue desaparecido desde o sábado (15), quando decidiu tomar banho com amigos no Rio Acre, mesmo diante da cheia que atinge o rio.
De acordo com o Corpo de Bombeiros do Acre (CBMAC), um dos rapazes que também nadava no rio percebeu que, ao passarem embaixo da Ponte Metálica Juscelino Kubitschek, Roger desapareceu.
Os bombeiros, ao chegarem ao local, encontraram nove familiares da vítima e as buscas iniciaram por volta das 16h. Não foi possível localizar o jovem durante o mergulho, e a procura precisou ser interrompida por volta das 18h, pois as atividades de mergulho não são feitas em período noturno, por uma questão de segurança dos mergulhadores.

As principais dificuldades encontradas pelos militares foram a correnteza forte, a profundidade do rio, a falta de visibilidade, o tráfego intenso de balseiros no Rio Acre e a falta de informações exatas sobre o local exato do desaparecimento.
Riscos
O Corpo de Bombeiros alerta sobre os riscos de tomar banho no Rio Acre durante esse período de cheia. O primeiro ponto é a força da correnteza, que pode arrastar uma pessoa rapidamente, dificultando a natação e aumentando o risco de afogamento.
Os bombeiros também citam os redemoinhos e correntes submersas, que podem prender nadadores inesperadamente. Também é possível observar nesse período: galhos, troncos e pedras, que podem estar escondidos sob a água e causar ferimentos graves.
Além disso, podem haver buracos profundos que dificultam a saída da pessoa da água. Outro ponto colocado pelo CBMAC é que a água barrenta dificulta a visualização do fundo e de possíveis perigos. Quando alguém se afoga, pode não ser vista rapidamente para o resgate.
Durante a cheia, ainda há a preocupação com animais como jacarés e cobras, que podem ser levados pela correnteza e aparecer em locais inesperados. Alguns peixes, como piranhas, podem se tornar mais agressivos com a turbulência da água.