O Congresso Nacional aprovou, nesta quinta-feira (13), um projeto de resolução que estabelece novas regras para a execução das emendas parlamentares.
Neste ano, o valor das emendas pode chegar a R$ 52 bilhões de reais.
A modificação das regras de funcionamento da Comissão Mista de Orçamento (Resolução 1/06) foi feita para adequar o texto ao plano de trabalho acertado entre os poderes para a apresentação das emendas parlamentares ao Orçamento.
A votação, feita em sessão conjunta da Câmara dos Deputados e do Senado, oficializa o plano para liberação dos recursos, elaborado em parceria com o Supremo Tribunal Federal (STF) e com o Executivo.
Na Câmara dos Deputados, 361 deputados votaram favoráveis e 33 contrários.
No Senado Federal, 64 senadores foram favoráveis e três contrários.
O projeto tem como objetivo dar mais transparência e rastreabilidade sobre as emendas parlamentares.
O que muda?
Segundo o relator, senador Eduardo Gomes (PL-TO), a nova resolução estabelece ritos e modelos de atas para as reuniões de bancadas estaduais e de comissões que vão aprovar e destinar os recursos das emendas.
No caso das emendas de comissões, após a publicação da Lei Orçamentária (LOA), os líderes de partidos vão indicar a destinação de recursos após ouvir suas bancadas conforme a Lei Complementar 210/24.
Após as discussões em Plenário, o relator permitiu indicações de quaisquer parlamentares para as emendas de comissões.
A nova resolução também prorroga o mandato da atual Comissão Mista de Orçamento até a aprovação do Orçamento de 2025.
Críticas de parlamentares
A deputada Adriana Ventura (Novo-SP) criticou a mudança no perfil das emendas de comissões e questionou como será a divisão dos recursos entre os partidos e dentro deles.
A Constituição Federal prevê emendas individuais, de comissão e de bancadas estaduais. Mas não há qualquer previsão sobre emendas de bancadas partidárias.
Vários parlamentares também reclamaram que o texto não exige a discriminação do autor final das emendas de comissões, pois os líderes de partidos é que farão as indicações.
Eles defendem que isso deixaria o rito não transparente.
Emendas parlamentares
As emendas parlamentares representam a parte do Orçamento que tem a destinação definida de acordo com a indicação de deputados e senadores, que selecionam obras ou serviços públicos que devem receber os recursos.
Elas podem ser individuais e de bancadas estaduais, que são impositivas, ou de comissões permanentes da Câmara e do Senado.
O pagamento das emendas havia sido suspenso pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que cobrava mais transparência na destinação do dinheiro público pelos parlamentares.
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Em 2024, foram empenhadas emendas parlamentares no valor de R$ 46,91 bilhões para todos os estados,
sendo as áreas de saúde, desenvolvimento regional e turismo, assuntos sociais e desenvolvimento urbano as mais beneficiadas.
Veja distribuição das emendas de bancada na região Norte:
- Roraima – R$ 278 milhões;
- Amazonas – R$ 316 milhões;
- Pará – R$ 315 milhões;
- Amapá – R$ 296 milhões;
- Rondônia – R$ 243 milhões;
- Acre -R$ 310 milhões;
- Tocantins – R$ 280 milhões
*Com informações da Agência Câmara de Notícias