A oitava troca ministerial no governo Lula (PT), com a deputada federal Gleisi Hoffmann na Secretaria de Relações Institucionais (SRI), e o ex-ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, assumindo o Ministério da Saúde, é visto por especialistas como um cenário periclitante.

O economista e assessor de investimentos Alex Barros avalia que as mudanças são em vão e explica que o contexto econômico se dá por questões além do mercado.
“Tudo isso é em busca de consertar aquilo que é quase sem solução. A economia está sendo afetada não por problemas relativos aos indicadores de comércio, serviço e indústria, mas sim pela insegurança jurídica”, afirma.
Barros destacou que índices da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Ibre apontam medo da população de investir, além da queda de confiança dos consumidores e dos empresários.
“Sem confiança ninguém investe. O motor da economia do Brasil é agronegócio e quando a gente percebe que querem derrubar os impostos para facilitar a importação, a gente percebe o setor sendo prejudicado”, explicou.
Direto ao ponto
Uma pesquisa Genial/Quaest divulgada no último dia 26 mostrou que o presidente Lula vem enfrentando desaprovação por oito estados do Brasil: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia, Paraná, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Goiás.
Essas regiões correspondem a 62% do eleitorado do país e, neste contexto, o economista expressa que as alterações ministeriais “não vão resolver nada, porque o que o presidente busca na verdade é recuperar a popularidade”.
Ele considera ainda que toda a situação é “apenas a ponta do iceberg”, pois “Lula tem tomado medidas que não são boas para o Brasil de maneira geral”.