‘Cortina de fumaça’: Ibaneis se recusa a zerar ICMS sobre cesta básica no Distrito Federal

Redação Portal Norte

O governo federal está sendo criticado pelo governador do Distrito Federal (DF), Ibaneis Rocha, após anunciar na última quinta-feira (6) um pacote de medidas para conter a alta nos preços dos alimentos, trazendo redução a zero das alíquotas de importação de produtos, como carne e café. 

O chefe do executivo local entende que o apelo do Executivo para que “os estados zerem o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS”, como disse o vice-presidente e ministro Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, na última quinta-feira (6), “não passa de cortina de fumaça para a incompetência na gestão da economia”. 

Ibaneis afirmou ainda que não atenderá o pedido do governo federal de zerar o ICMS sobre a cesta básica para baratear o preço dos alimentos, pois ele avalia que o governo Lula (PT) “joga para a plateia”, ao solicitar mudança aos estados.

Entenda a decisão

O veredito do governo para baratear os alimentos veio após Alckmin reunir-se também na terça-feira com ministros do governo, como o da Casa Civil, Rui Costa, da Agricultura, Carlos Fávaro, e do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira.

Além deles, o encontro contou com a participação de entidades do setor alimentício. 

Foram elas: 

  • Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA);
  • Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (ABIEC);
  • Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS);
  • Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA);
  • Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (ABIOVE).

Na ocasião, o presidente Lula publicou nas redes sociais que “garantir alimento de qualidade e acessível é prioridade no nosso governo!”. 

No fim do mês passado, Lula, em entrevista a Rádio Tupi FM, do Rio de Janeiro, comentou que a segurança alimentar é prioridade no cuidado da sociedade.

Ele lembrou que o intuito da Reforma Tributária era baratear alimentos na cesta básica, inclusive a carne. “Isenta de qualquer imposto”, destacou.

Nesse sentido, pontuou que “o povo vai voltar a comer picanha, costela ou outro pedaço de carne que ele deseja”.

*Com informações de CNN