Um pedido da defesa do general Walter Braga Netto e outro da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para que o ministro Alexandre de Moraes deixasse a relatoria do caso do plano de golpe foi negado pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso.
O ministro afirmou que os argumentos da defesa de Braga Netto não permitem considerar que Moraes seja “inimigo capital (mortal) do Gen. Braga Netto”. Barroso disse ainda que a maneira como foi feito o pedido dos advogados traduz incoerências.
Ele mencionou que a ação de Braga Netto pedindo suspeição foi protocolada somente em 24 de fevereiro e que, nesta data, já sabia das razões para a acusações desde 10 de fevereiro.
“Ainda que o pedido tivesse sido feito de forma tempestiva, os elementos anexados aos autos pela parte requerente não evidenciam qualquer conduta que possa caracterizar a causa de suspeição”, diz a decisão.
Relembre o caso
Braga Netto foi denunciado no dia 18 de fevereiro pela Procuradoria-Geral da República (PGR) junto de Bolsonaro e outros 32 acusados de tentativa de golpe de Estado. O procurador-geral da república, Paulo Gonet, apontou o general como principal articulador do esquema.
A delação premiada do tenente-coronel Mauro Cid mostra participação de Braga Netto na tentativa de blindar as informações de que o militar teria a intenção de financiar militares para execução do plano golpista e obter dados sobre a delação.
Os recursos teriam sido entregues a um militar identificado como Rafael de Oliveira.
*Com informações de CNN