Adolescente de 15 anos foge de cárcere privado e denuncia rede de prostituição no Amazonas

Redação Portal Norte

Duas pessoas acabaram presas após uma adolescente denunciar o crime de cárcere privado e rede de prostituição no município de Manicoré, interior do Amazonas.

Os crimes eram cometidos em uma casa que usava uma taberna de fachada, mas na verdade era um prostibulo.

Os suspeitos são uma mulher de 44 anos e um homem de 74 anos, presos em flagrante na quarta-feira (26).

Adolescente foge e denuncia rede de prostituição no Amazonas

A vítima, uma adolescente de 15 anos, era do município de Borba (a 151 quilômetros de Manaus) e foi levada pela mulher, juntamente com seu filho de 1 ano, para Manicoré (a 332 quilômetros de Manaus) com a promessa de trabalho.

“No entanto, ao chegarem ao destino em dezembro de 2024, a infratora passou a explorá-la sexualmente, mantendo-a em situação de cárcere privado. A vítima só saía do local para fazer programas em uma casa de prostituição, inclusive com o dono do estabelecimento, que também foi preso”, relatou o delegado Paulo Mavignier, diretor do Departamento de Polícia do Interior (DPI).

Adolescente foge e denuncia rede de prostituição no Amazonas
Delegado Paulo Mavignier – Foto: Erlon Rodrigues/Divulgação/PC-AM

O crime chegou ao conhecimento da Polícia Civil por meio do Conselho Tutelar, que apresentou a vítima na delegacia. As investigações começaram de imediato.

Na delegacia, a adolescente passou por escuta especializada, onde relatou que era obrigada a se prostituir e a entregar todo o dinheiro que ganhava.

Exploração sexual e ameaças

Conforme o delegado Marcus Vinicius Vieira, da 72ª Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Manicoré, as investigações revelaram que o dono da casa de prostituição ligava para a mulher e requisitava que a vítima fosse ao local para praticar sexo com diversos homens e também com ele.

Com base no relato da vítima e em todas as informações colhidas, iniciou-se as investigações. Posteriormente, houve a prisão em flagrante da dupla, além da interdição da casa de prostituição e apreensão de aparelhos celulares.

“Também coletamos números de telefone de grupos de WhatsApp e solicitamos a prisão preventiva dos suspeitos, bem como fizemos outras representações para tentar identificar outros envolvidos”, relatou Vieira.

A dupla responderá pelos crimes de cárcere privado, favorecimento à prostituição e estupro qualificado. Ambos passaram por audiência de custódia e estão à disposição da Justiça.