Evento conservador em Manaus liderado por Eduardo Bolsonaro servirá de “guerra fria”

Redação Portal Norte

Wilson Lima e Alberto Neto tentam nos bastidores figurar como nomes conservadores e de direita no Estado. O CPAC evento conservador e com cunho político servirá de ponte em Manaus e contraponto a COP30 em Belém do Pará, onde Helder Barbalho está mais achegado ao presidente Lula.

Como dizem os antigos, estamos em 2025, mas o meio político já enxerga 2026. Nos bastidores, uma disputa silenciosa ganha forma pelo capital político de um território estratégico: o eleitorado ainda majoritariamente de direita em Manaus.

Com a COP30 em Belém do Pará servindo de vitrine para Lula e seus aliados em um momento de reconstrução de prestígio e capital político, o Amazonas, especialmente sua capital, também estará no centro do jogo. Manaus sediará o CPAC, evento conservador de alcance internacional que reforça a polarização entre direita e esquerda no Brasil.

Wilson Lima, que sempre se colocou como aliado do bolsonarismo no estado, movimenta-se nos bastidores para consolidar sua influência sobre esse eleitorado. Seu objetivo? Garantir o apoio do PL e de Jair Bolsonaro em um projeto de viabilidade para disputar uma das cadeiras do Amazonas no Senado.

O CPAC pode ser um palco estratégico para essa articulação, especialmente após os desdobramentos das eleições municipais do ano passado. Mas Wilson não está sozinho nessa corrida.

Alberto Neto, do PL, também se posiciona para fincar sua bandeira no evento. Sendo de um partido que tem Bolsonaro como principal liderança, ele não pretende assistir de braços cruzados. Nos bastidores, já articula ser o anfitrião do CPAC, garantindo a recepção dos líderes conservadores e, principalmente, de Bolsonaro e seu clã político no Amazonas.

Esse movimento promete acirrar a disputa interna pelo protagonismo da direita local. Em um ano politicamente agitado, consolidar o apoio desse segmento ainda influente em Manaus será um verdadeiro teste de força.

Para Alberto Neto, sua medalha de prata nas eleições municipais serve de combustível para evitar que o PL estreite laços com o União Brasil de Wilson Lima. O Norte será vitrine, e os políticos sabem que essa visibilidade pode ser decisiva para 2026.