A proporção dos brasileiros com 25 anos ou mais com nível superior completo cresceu 2,7 vezes de 2000 a 2022, passando de 6,8% para 18,4%.
Os dados são do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado nesta quarta-feira (26).
De 2000 para 2022, essas proporções se elevaram 2,6 vezes para a população branca (25,8%), 5,2 vezes para as pessoas de cor ou raça parda (12,3%) e 5,8 vezes para a população preta (11,7%).
A proporção de pessoas com nível superior é mais alta entre a população amarela: 44,1% tinham nível superior completo, enquanto apenas 17,6% possuíam o nível sem instrução e fundamental incompleto.
“Comparando os resultados de 2022 com operações censitárias anteriores, nota-se que o aumento da proporção de pessoas com nível superior ocorreu para todos os grupos de cor ou raça”, observa Bruno Perez, um dos analistas do Censo 2022.
Em 2000, a proporção da população branca com 25 anos ou mais que tinha nível superior (9,9%) era mais de quatro vezes superior ao verificado na população de cor ou raça parda (2,4%) e preta (2,1%).
Sem instrução e superior incompleto
Nesse período, o percentual de pessoas sem instrução ou sem concluir o ensino fundamental caiu de 63,2% para 35,2%.
Além disso, a população com nível médio completo e superior incompleto cresceu de 16,3% para 32,2% entre 2000 e 2022, enquanto as pessoas com fundamental completo e médio incompleto passaram de 12,8% para 14,0%.
O maior percentual de pessoas com 25 anos ou mais sem instrução e com ensino fundamental incompleto estava entre a população de cor ou raça preta (40,5%) e parda (40,1%).
Para a população de cor ou raça branca da mesma faixa etária, a proporção de pessoas sem instrução com ensino fundamental incompleto era de 29,2%.
A população de cor ou raça indígena apresentou o menor nível de instrução. Entre as pessoas de cor ou raça indígena de 25 anos ou mais, apenas 8,6% tinham nível superior completo, enquanto mais da metade (51,8%) não tinham instrução ou possuíam apenas ensino fundamental incompleto.
Mulheres
O número de mulheres com superior completo era maior do que os homens durante esse período.
Enquanto entre as mulheres com 25 anos ou mais, 20,7% tinham nível superior completo, entre os homens da mesma faixa etária a proporção era de apenas 15,8%.
Já a proporção da população com 25 anos ou mais sem instrução e com fundamental incompleto era de 37,3% entre os homens e 33,4% entre as mulheres.
Regiões e estados
O Centro-Oeste teve a maior proporção de pessoas com ensino superior completo (21,8%), enquanto o Nordeste registrou o menor índice (13%).
Já a maior taxa de pessoas sem instrução ou com ensino fundamental incompleto foi observada no Nordeste (44,6%), enquanto a menor foi no Sudeste (30,0%).
A Unidade da Federação com a maior proporção de pessoas com nível superior completo foi o Distrito Federal (37,0%), seguido de São Paulo (23,3%).
Já a menor proporção estava no Maranhão (11,1%).
Entre as Unidades da Federação, em 2022, o Piauí tinha a maior proporção de pessoas de 25 anos ou mais sem instrução e com fundamental incompleto, enquanto o Distrito Federal tinha a menor (19,2%).