O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a defender, nesta quinta-feira (13), a liberação da exploração do petróleo na Foz do Amazonas, mas garantiu que não vai fazer nenhuma ‘loucura ambiental’.
O comentário do presidente gerou críticas de ambientalistas de que a pressão do governo fragiliza as ações de preservação.
Em agenda no Amapá, o chefe do Executivo reforçou o desejo do governo de aprofundar os estudos sobre as riquezas da Margem Equatorial, mas reiterou o compromisso com a integridade da Floresta Amazônica.
“Primeiro, ninguém nesse país tem mais responsabilidade climática do que eu. Quero preservar, mas não posso deixar uma riqueza — que a gente não sabe se tem e quanto é — a 2 mil metros de profundidade, enquanto o Suriname e a Guiana estão ricos às custas do petróleo”, argumentou o presidente.
Lula ainda afirmou que não se pode proibir os estudos sobre o tema e reforçou que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, vai atuar para acelerar o projeto.
“A Petrobras é a empresa que tem mais tecnologia no mundo para prospecção de petróleo em águas profundas. Eu não quero estragar um metro de coisas aqui, mas a gente não pode proibir de pesquisar para saber o tamanho da riqueza que a gente tem”, defendeu.
Floresta Amazônica
Durante o evento, o presidente também falou sobre que recebe do mundo em torno da preservação da Floresta Amazônica.
E destacou que a floresta também é fonte de subsistência da população local.
“O mundo não sabe que os países desenvolvidos desmataram toda a sua floresta para crescer. E agora eles querem que os países em desenvolvimento e os mais pobres que ainda têm floresta não cortem as árvores. Eles tem que saber que para ajudar a gente eles têm que pagar, porque embaixo de cada copa de árvores tem um trabalhador que precisa viver”, comentou Lula.
O presidente ainda parabenizou o Amapá pelo cuidado com o meio-ambiente: “onde 93% das florestas estão em pé”.
Agenda no Amapá
Durante a visita ao Amapá com integrantes do governo, Lula formalizou a transferência de terras da União para o estado do Amapá e inaugurou obras habitacionais no estado.
Lula estava acompanhado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), com quem compartilhou a primeira viagem desde a eleição do parlamentar para o comando da Casa.
O Amapá foi o segundo destino escolhido para o roteiro de viagens do presidente pelo país neste ano de 2025.