O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços Geraldo Alckmin disse, nesta quarta-feira (12), que o governo busca negociar uma saída para as tarifas de importação de aço e alumínio impostas por Trump.
Uma das soluções propostas é a criação de cotas de importação para o aço e alumínio.
“Nós estamos abertos ao diálogo. As cotas são um bom caminho, porque, quando lá atrás foi aumentado o imposto, foram estabelecidas cotas, que são um mecanismo inteligente. Se você aumenta o imposto de importação do aço para os Estados Unidos, isso tem um efeito na cadeia, tem um encarecimento da cadeia”, respondeu Alckmin à jornalistas em coletiva de imprensa no Palácio do Planalto.
A declaração ocorre após o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, decidir taxar em 25% todas as importações de aço e alumínio para os EUA.
A medida afeta diretamente parceiros comerciais, como a indústria brasileira, que exportam produtos para o país norte-americano.
Até então, o governo tinha demonstrado uma posição de cautela. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, desmentiu boatos de que haveria taxações em empresas de tecnologia.
Cotas de importação
As cotas de importação são um mecanismo para limitar a entrada de determinado produto no país. Elas estabelecem as quantidades permitidas e as licenças necessárias para a indústria.
Alckmin afirmou que conversou com a embaixadora do Brasil em Washington, Maria Luiza Viotti, para tentar convencer o governo americano a adotar a medida.
Porém, argumentou que, a recente troca da gestão, com indicação de novos cargos, atrasa um pouco as negociações.
O vice-presidente ainda reforçou que a decisão de Trump não foi “discriminatória”, pois afetou outros países, além do Brasil.
Questionado sobre a possibilidade de uma taxação recíproca pelo país brasileiro, Alckmin desviou e disse apenas que deseja uma relação “ganha-ganha”.