Ministério da Ciência inaugura ‘Sistema Amazônico de Laboratórios Satélites’ em Tefé, no AM

Laboratório satélite de Tefé, no Amazonas, inicia monitoramento automatizado da biodiversidade da Reserva Mamirauá com 20 módulos em tempo real.
Redação Portal Norte

O Laboratório satélite Vitória-Régia foi inaugurado no último sábado, 5, pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações em Tefé, a 522 km de Manaus.

A ação faz parte do Projeto Providence na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, a reserva será a primeira unidade de conservação no mundo a ter a biodiversidade totalmente monitorada de maneira automatizada e em tempo real.

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O monitoramento automatizado dos animais da Reseva Mamirauá ocorre por meio de imagens e sons e faz parte do Projeto Providence, uma cooperação internacional liderada pelo Instituto Mamirauá e financiada pelo MCTI e pela Fundação Moore.

A reserva possui mais de 1,1 milhão de hectares e fica localizada na região do médio Solimões, no estado do Amazonas.

Monitoramento

O projeto Providence, desenvolvido pelo Instituto Mamirauá/MCTI em parceria com a Universidade Politécnica da Catalunha, na Espanha, monitora a biodiversidade com uma rede de câmeras e microfones escondidos na reserva, automatizando o processo de monitoramento da fauna brasileira e identificando as espécies por conta própria, em tempo real.

Os equipamentos Providence escutam, identificam, entende e classifica as espécies; ele também faz a classificação por meio da imagem.

A ideia é aproximar as pessoas da biodiversidade da Amazônia. São 20 módulos totalmente autônomos que fazem análise e enviam as informações para uma base via satélite em tempo real.

O sistema foi instalado em módulos de vídeo e áudio terrestres e é capaz de identificar 40 espécies, incluindo aves, mamíferos e répteis.

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A identificação é feita visualmente e por meio dos sons que animais produzem como o canto de uma arara ou o urro de um macaco.

Com a tecnologia ainda mais aprimorada, com custos reduzidos, prevê o monitoramento total da reserva e em tempo real.

Os módulos instalados na unidade de conservação não apenas registram a imagem dos animais como também identificam a espécie através de um software.

As câmeras são alimentadas por energia solar e os dados enviados em tempo real para os pesquisadores via satélite.

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