A inflação no Brasil apresentou uma significativa desaceleração em janeiro, alcançando 0,16%, a menor taxa registrada para o mês desde 1994, ano da implantação do Plano Real.
Apesar dessa queda, o acumulado dos últimos 12 meses ainda é de 4,56%, ultrapassando o teto da meta de 4,50% estabelecida para 2025.
Os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta terça-feira (11), mostram que a queda nos preços da energia elétrica residencial (-14,21%) teve o maior impacto negativo sobre o índice, reduzindo 0,55 ponto percentual do cálculo final do IPCA.
Por outro lado, o setor de transportes foi o que mais puxou a inflação para cima, com alta de 1,30%, influenciado principalmente pelo aumento nas passagens aéreas (10,42%) e no preço das passagens de ônibus urbanos (3,84%).
Grupos que mais influenciaram a inflação no Brasil em janeiro
- Transportes: +1,30% (impacto de +0,27 p.p.)
- Alimentação e Bebidas: +0,96% (impacto de +0,21 p.p.)
- Saúde e Cuidados Pessoais: +0,70% (impacto de +0,09 p.p.)
- Habitação: -3,08% (impacto de -0,46 p.p.)
No setor alimentício, itens como cenoura (+36,14%), tomate (+20,27%) e café moído (+8,56%) tiveram aumento expressivo. Por outro lado, a batata-inglesa (-9,12%) e o leite longa vida (-1,53%) registraram quedas.
A projeção do mercado financeiro, de acordo com o Relatório Focus, indica que a inflação pode fechar o ano em 5,58%, ultrapassando a meta de 4,50%.
O Banco Central também alertou que há 50% de chance de a meta ser descumprida, especialmente se os preços continuarem em alta nos próximos meses.
O governo federal está trabalhando em um plano para conter a alta dos preços dos alimentos. Em primeira reunião ministerial no Palácio do Planalto, Lula declarou que baratear o preço dos alimentos que chegam à mesa do trabalhador é a prioridade do governo em 2025.
*Com informações da Agência Brasil.