O presidente Donald Trump anunciou, nesta terça (4), um plano para os Estados Unidos assumirem o controle da Faixa de Gaza e os palestinos serem realocados em países vizinhos.
Trump se reuniu com o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu na Casa Branca, em Washington, para falar sobre os projetos para o futuro da Faixa de Gaza.
O ministro foi o primeiro líder estrangeiro a ser recebido durante o segundo mandato do Republicano.
“Em vez de [os palestinos] terem que voltar e reconstruí-la, os EUA vão assumir a Faixa de Gaza, e vamos tomar conta”, disse Trump.
Ele ainda revelou que os Estados Unidos iria liderar a reconstrução do território, o que chamou de “propriedade a longo prazo”.
Trump não descartou o envio de tropas dos EUA à Faixa de Gaza e afirmou que fará “o que for necessário”.
Repercussão
Os comentários do presidente americano rompem com décadas de política externa dos EUA, que há muito tempo enfatiza uma solução de dois Estados para Israel e Palestina.
Segundo as Nações Unidas, os ataques aéreos israelenses danificaram ou destruíram cerca de 60% dos edifícios, incluindo escolas e hospitais, e cerca de 92% das casas.
A fala de Trump tem gerado críticas de especialistas, que afirmam que a ideia – apoiada pela extrema direita israelense – vai contra os direitos humanos.
Também não está claro como exatamente a apropriação de terras proposta por Trump funcionaria, o que levantou dúvidas sobre a viabilidade do plano.
Conflito Israel e Palestina
Já existem cerca de 5,9 milhões de refugiados palestinos em todo o mundo, a maioria deles descendentes de pessoas que fugiram com a criação de Israel em 1948.
Aproximadamente 90% dos moradores de Gaza foram deslocados na última guerra, e muitos foram forçados a se mudar repetidamente, alguns mais de 10 vezes, segundo a ONU.
* Com informações da CNN