Um universitário, de 24 anos, foi preso suspeito de armazenar e compartilhar mais de 40 conteúdos de pornografia envolvendo crianças e adolescentes, em Manaus.
Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (5), a delegada Juliana Tuma, titular da Delegacia Especializada em Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca), explicou como o caso chegou as autoridades policias.
Investigações
Conforme Tuma, as investigações iniciaram há sete meses após uma pessoa encontrar o celular do indivíduo perdido na rua e levar até a delegacia. A partir disso, começou a procura pelo proprietário.

Entretanto, durante as busca do dono do aparelho, a polícia acessou a galeria para ter mais informações. Contudo, ao conseguir o acesso, foi encontrado diversos materiais pornográficos armazenados no celular.
Todos os conteúdos envolviam cenas com menores de idade.
“Enquanto policia precisávamos dessa resposta [saber o proprietário do aparelho] e ao acessar a galeria identificamos cenas de crianças e adolescentes de cunho sexual, nudez, sendo abusadas sexualmente. Tivemos que representar pelo afastamento e quebra do sigilo telemático e assim foi feito”, explicou Tuma.
Universitário preso em Manaus
Durante a coletiva, a delegada definiu o material como “perturbador”.
“As imagens e as conversas com animes pornográficos envolvendo crianças, foi adjetivado como perturbador. Muito impactante, embrulha o estômago”, disse.
Além disso, ela revelou o impacto ao ver o conteúdo do aparelho celular do suspeito.
“Quando identificamos, ficamos impactos, pois era uma pessoa acima de qualquer suspeita. Era um estudante, sem antecedentes criminais e isso nos impactou”, relatou.
Conforme ela, o autor dos crimes ficava mudando de lugar para dificultar sua localização. O suspeito conseguia o material por meio de plataformas online. Durante depoimento, ele se manteve calado.
Operação “Branquelas”
A operação intitulada “Branquelas” ocorreu nessa terça-feira (4) para cumprimento dos mandados de busca e apreensão, e prisão do suspeito.
Os materiais serão encaminhados para perícia, para posteriormente serem analisados. A polícia busca saber mais sobre a participação do indivíduo no crime.
A perícia deve revelar se era ele que realizava as gravações, ou apenas compartilhava, vendia ou disponibilizava tudo isso.
De acordo com a autoridade policial, o suspeito seguirá para audiência de custódia e deve responder pelo armazenamento, compartilhamento e divulgação de material pornográfico envolvendo criança e adolescentes.