O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) se encontra, nesta terça-feira (28), com ministros, representantes das Forças Armadas e da Polícia Federal para discutir a crise de deportação de imigrantes brasileiros dos Estados Unidos.
O objetivo do governo, segundo informações do Metrópoles, é estabelecer uma posição oficial do Brasil frente à política anti-migração do presidente dos EUA.
Estarão presentes:
- O Vice-Presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin;
- O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski;
- O Ministro da Defesa, José Mucio;
- O Ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira;
- A Ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo;
- O Ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira;
- A Secretária-Executiva da Casa Civil, Miriam Belchior;
- O Comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do Ar Marcelo Damasceno;
- O Assessor-Chefe da Assessoria Especial do presidente da República, Celso Amorim e
- O Diretor-Geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.
Lula já havia tido uma conversa com o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira para discutir o assunto.
A ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, afirmou à CNN que vai propor a criação de uma posto humanitário para receber os deportados dos Estados Unidos.
A medida foi anunciada por Macaé após ela ser questionada sobre a atuação do Ministério, diante das denúncias de maus-tratos apresentadas pelos brasileiros.
Entenda a crise
Na sexta-feira (24), um grupo de 88 brasileiros deportados dos Estados Unidos desembarcou em Manaus, algemados e com os pés acorrentados.
O Itamaraty pediu explicações ao governo norte-americano sobre o “tratamento degradante” dado aos brasileiros deportados.
Na noite de sábado (25), o Ministro Mauro Vieira, chefe do Itamaraty, se reuniu com o delegado Sávio Pinzón, superintendente interino da Polícia Federal no Amazonas, e com o major-brigadeiro Ramiro Pinheiro, comandante do 7º Comando Aéreo Regional, em Manaus.
O governo brasileiro declarou, neste domingo (26), em nota oficial, que o uso indiscriminado de algemas e correntes viola os termos de acordo com os Estados Unidos, que prevê “o tratamento digno, respeitoso e humano dos repatriados”.