Nas últimas 24 horas, o Rio Acre, em Rio Branco, apresentou um aumento significativo no seu nível, subindo 1,58 metros.
Esse crescimento é resultado das chuvas intensas na bacia do rio, que afetaram não apenas a capital, mas também os municípios do interior. Além disso, também contribui com o volume de água proveniente do Riozinho do Rola, principal afluente do Acre
A Defesa Civil, em seu relatório desta sexta-feira (27), registrou a cota do rio em 9,85 metros. Esse nível ainda está distante da cota de alerta, que é de 13,50 metros na capital.
No entanto, a previsão é de que o nível continue a subir devido ao alto volume de água que ainda chega dos municípios de Xapuri e Capixaba, áreas de grande contribuição para o fluxo de água no Rio Acre.
“Pelo monitoramento que estamos fazendo, acredito que chegamos a cota de 10 metros até o meio-dia e no final de semana podemos chegar aos 11 metros. Não há previsão de chuvas fortes para hoje, mas dependendo do que acontecer amanhã e no domingo, a situação pode mudar e subir até mais do que o previsto”, destacou o coordenador da Defesa Civil em Rio Branco, Cláudio Falcão.
Além disso, a previsão para o alcance de 10 metros do Rio Acre era para este fim de semana, mas, devido às chuvas frequentes, o aumento ocorreu de forma antecipada.
Acre enfrenta risco iminente de cheia e enxurradas
O Acre enfrenta risco de cheias e enxurradas devido a condições climáticas extremas. O coordenador da Defesa Civil de Rio Branco, coronel Cláudio Falcão, alertou para o perigo de alagamentos, que se intensificam com a chegada da estação chuvosa.
Com o fim do fornecimento emergencial de água às comunidades afetadas pela seca, a Defesa Civil agora concentra esforços no monitoramento do nível do Rio Acre. Falcão explicou que o foco da entidade passou a ser a vigilância sobre as águas do rio.
A Defesa Civil utiliza dois métodos principais para o monitoramento:
- A análise das chuvas; e
- O estudo do comportamento histórico do Rio Acre nos últimos dez anos.
Esses dados indicam um cenário preocupante ao comparar o comportamento do rio no primeiro trimestre de cada ano com o mesmo período do ano anterior. A análise possibilita a previsão de possíveis enchentes.
Por fim, nos últimos três anos, o monitoramento revelou que chuvas intensas estão associadas ao aumento do nível do rio, elevando o risco de inundações.