Quando será paga a segunda parcela do 13º salário? Veja como é feito o cálculo

Redação Portal Norte

O décimo terceiro salário é um benefício garantido por lei aos trabalhadores com carteira assinada, pago em duas parcelas ao longo do ano. Após o pagamento da primeira pacela, em novembro, muitos trabalhadores se perguntam: quando será paga a segunda parcela do 13º salário?

O valor do benefício é calculado com base no salário do trabalhador, considerando também horas extras, comissões e outros adicionais, e é proporcional aos meses trabalhados no ano.

Quando cai a segunda parcela do 13º?

A segunda parcela deve ser paga até o dia 20 de dezembro. Nesta parte, são aplicados os descontos obrigatórios, como INSS e, caso haja, Imposto de Renda. Por isso, a segunda parcela costuma ser menor do que a primeira, pois já inclui os tributos.

Quem tem direito ao décimo terceiro salário?

O décimo terceiro salário é um direito de todos os trabalhadores com carteira assinada que tenham cumprido pelo menos 15 dias de trabalho durante o ano, além de servidores públicos, aposentados e pensionistas. No entanto, trabalhadores demitidos por justa causa ficam excluídos desse benefício.

Como calcular o décimo terceiro salário?

O cálculo do décimo terceiro leva em consideração o salário bruto do trabalhador e o número de meses efetivamente trabalhados durante o ano. Para calcular:

  1. Determine o salário bruto (valor total sem descontos);
  2. Multiplique o valor do salário bruto pelo número de meses trabalhados. Para ser considerado um mês completo, o trabalhador precisa ter trabalhado pelo menos 15 dias;
  3. Divida o resultado por 12 para calcular o valor bruto do décimo terceiro.

A primeira parcela corresponde à metade desse valor bruto. A segunda parcela, por sua vez, sofre os descontos obrigatórios (INSS e, se aplicável, Imposto de Renda), o que resulta em um valor líquido menor.

Como calcular o valor do 13º?

O valor líquido do décimo terceiro é o valor final que o trabalhador receberá após os descontos do INSS e do Imposto de Renda. Para isso, deve-se considerar:

  1. O percentual de contribuição do INSS, que varia de acordo com a faixa salarial (7,5%, 9%, 12% ou 14%).
  2. O desconto do Imposto de Renda, que depende da faixa de isenção e das alíquotas progressivas, além de deduções como dependentes ou pensão alimentícia, se houver.

O valor líquido é, portanto, o valor bruto do décimo terceiro menos todos os descontos de INSS e IRRF aplicáveis.

Este benefício representa uma ajuda importante para os trabalhadores no final do ano e deve ser calculado corretamente para garantir que todos os direitos sejam respeitados.