Maus tratos no DF: animais viviam sem água e se alimentavam com frutas podres

Redação Portal Norte

Animais em condições de maus tratos que viviam sem água e se alimentavam de frutas podres foram resgatados nesta segunda (21), no Núcleo Rural Ponte Alta, no Gama.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), por intermédio da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais (DRCA), realizou a operação após denúncias recebidas por meio das redes sociais.

Entre os animais estavam oito cães da raça Golden Retriever e um Bulldog Francês. No local, também foram encontrados porcos em baias pequenas e duas calopsitas sem acesso a água e comida adequados.

Os cães estavam em condições de subnutrição, alguns confinados em baias e outros soltos, alimentando-se apenas de frutas caídas das árvores da propriedade.

Segundo a polícia, a situação de maus tratos ficou evidente quando os cachorros, ao serem alimentados, mostraram desespero, confirmando o estado de fome extrema.

Uma cadela idosa foi localizada trancada em um cômodo escuro, sem água e comida. Além disso, animais apresentavam fezes contendo sementes de jaca, indicativo de uma alimentação imprópria.

Os animais foram apreendidos e encaminhados para locais adequados, onde receberão os cuidados necessários.

Prática comum

Durante a vistoria, o caseiro da propriedade foi preso em flagrante por maus-tratos, enquanto a proprietária da chácara será indiciada pelas mesmas acusações.

O caso chama atenção da PCDF, pois a exploração de animais para procriação e venda dos filhotes, especialmente pela internet e em feiras informais, tem se tornado uma prática comum no Distrito Federal.

“Animais de raças específicas, como os encontrados nesta propriedade, são frequentemente criados em condições precárias, visando apenas o lucro, sem o devido cuidado com seu bem-estar”, afirmou a polícia em nota.

A DRCA afirma que essa prática, além de constituir crime, “é uma forma cruel de exploração, resultando em sofrimento para os animais e contribuindo para o aumento de casos de maus tratos”.

A operação de resgate foi conduzida com o apoio de agentes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).