Ministros das Relações Exteriores do Brasil, Colômbia e México, por mandato de seus presidente, realizaram uma reunião virtual para dialogar sobre a situação desenvolvida após as eleições na Venezuela.
Em nota lançada pelo Ministério das Relações Exteriores, os ministros consideraram fundamental a apresentação dos resultados das eleições presidenciais desagregados por mesa de votação, também chamado de “atas eleitorais”, pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela.
Eles partem da premissa de que o CNE é um órgão que corresponde a divulgação transparente dos resultados eleitorais. Contudo, até o momento, o conselho não divulgou as atas eleitorais.
Os ministro reafirmaram a importância da verificação impacial dos resultados das eleições venezuelanas, repeitando o princípio fundamental da soberania popular.
No último comunicado emitido dos países, foi pedido a divulgação pública dos dados por mesa de votação.
“As controvérsias sobre o processo eleitoral devem ser dirimidas pela via institucional. O princípio fundamental da soberania popular deve ser respeitado mediante a verificação imparcial dos resultados.“
Afirmou os países em nota do dia 1° de agosto.
Eleições na Venezuela: um país e dois presidentes
Após a divulgação do CNE sobre a sua reeleição, Nicolás Maduro se autoproclamou presidente da Venezuela, assim como a oposição que também autoproclamou o ex-diplomata Edmundo González Urritia como presidente.
Segundo a líder da oposição, Maria Corina Machado, foi recolhida cerca de 81,70% dos registros eleitorais, que comprovaram a vitória de González por mais de 3,9 milhões de votos.
Em contrapartida, o CNE reafirmou a vitória de Maduro na última sexta-feira (2), com 51,95% dos votos ao seu favor. Contudo, apesar dos pedidos de países como Brasil, México e Colômbia, o órgão não divulgou as atas eleitorais.
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