VÍDEO: ‘Diagnóstico precoce do câncer infantojuvenil aumenta chances de cura em 80%’, alerta Hemoam

Exames de rotina podem identificar sinais de leucemia em crianças e adolescentes, alertam especialistas durante evento no Hemoam.
Redação Portal Norte

“Um simples hemograma pode revelar sinais de uma leucemia”. Esse é o alerta da médica hematologista pediatra, Socorro Sampaio, durante a abertura da programação do Setembro Dourado, realizada nesta quarta-feira, 1º, pela Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam).

Os especialistas do Hemoam reforçaram sobre os tipos de câncer infantojuvenil, sinais e tratamento da doença.

Setembro recebe o tom dourado para conscientizar sobre o câncer em crianças e adolescentes.

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca) as leucemias e os linfomas são os tipos de cânceres mais frequentes na faixa etária de 0 a 18 anos.

No Amazonas, o Hemoam é responsável pelo diagnóstico e tratamento de pelo menos 50% dos casos de câncer infantojuvenil atendidos pela rede pública de saúde.

“Um simples hemograma já norteia o médico para o diagnóstico da leucemia. Os pais ou tutores da criança devem se atentar para o aparecimento de manchas roxas, parecidas com hematomas, febre constante, sangramentos, dores ósseas, caroços e inchaços visíveis na região do abdômen e pescoço, perda de peso, sonolência e vômito”, pontuou a médica hematologista pediatra e diretora-presidente do Hemoam, Socorro Sampaio.

De acordo com a especialista, essa é a forma mais eficiente de evitar o agravamento da doença. “Ainda não há estudos conclusivos que definem as causas da leucemia e dos linfomas em crianças e adolescentes. No entanto, a identificação da doença ainda na fase inicial pode elevar a cura em até 80%”, alertou.

“A atenção com a saúde deve ser redobrada quando se tem a ocorrência de câncer na família”, acrescentou Sampaio.

Quimioterapia e Transplante

O tratamento das leucemias e dos linfomas é realizado principalmente com quimioterapia. A administração dos quimioterápicos é a prioridade e apresentam maior taxa de cura na maioria dos casos, de acordo com Socorro Sampaio.

As chances de cura com a quimioterapia variam de 50% a 80%, dependendo do caso.

“O transplante de medula é indicado como alternativa quando o organismo do paciente não responde positivamente à quimioterapia. As chances de cura com o transplante de medula óssea chegam a 60%”, informou a hematologista pediatra.

 

*Com informações da repórter Carolina França da TV Norte Amazonas

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