MEC discorda de carga curricular de 2,1 mil horas em novo ensino médio

MEC contesta carga horária do Novo Ensino Médio aprovada pela Câmara, que diminui horas da Formação Geral Básica
Redação Portal Norte

Após a Câmara dos Deputados ter aprovado com urgência o projeto de lei que altera o Novo Ensino Médio, o Ministério da Educação (MEC) se manifestou contestando a carga horária curricular de 2,1 mil horas. Segundo MEC, a proposta enviada ao Congresso teria 2,4 mil horas para Formação Geral Básica no ensino médio.

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“Cargas horárias diferentes para o caso da oferta de formação técnica são possíveis, inclusive prevendo longo período de transição. Isso não precisa, necessariamente, representar a redução da Formação Geral Básica de 2400 horas”, informou o MEC à Agência Brasil.

No entanto, o texto original foi enviado para a Câmara, em outubro de 2023, fixava a cara horária em 2,4 mil horas, mas substitutivo do relator do projeto, deputado Mendonça Filho (União-PE), fixou em 2,1 mil horas. Antes da aprovação da urgência, o projeto só seria votado em 2024, mas, agora, deve ser votado na próxima semana.

Caso as mudanças sejam aprovadas, os alunos terão que cumprir 2.100 horas para disciplinas obrigatórias e 900 horas para as opcionais. Atualmente, o programa funciona com 1.800 horas para disciplinas obrigatórias e 1.200 horas para as optativas, que são os itinerários formativos escolhidos pelo aluno.

Segundo assessoria do ministério, Camilo Santana, ministro da Educação, tem defendido que o projeto enviado ao Congresso é “uma construção conjunta a partir de consulta pública, que ouviu mais de 150 mil estudantes e professores”.

Caso a proposta de Mendonça Filho seja aprovada, a implementação das mudanças no Novo Ensino Médio devem ser realizadas a partir de 2025.

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