Rodrigo Pacheco recebe proposta de financiamento de sindicatos

Centrais sindicais se reúnem com presidente do Senado para apresentar proposta de regulação da contribuição assistencial
Redação Portal Norte

Representantes de centrais sindicais estiveram reunidos nesta segunda-feira (02) com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), para apresentar uma proposta de regulação da contribuição assistencial, modalidade de financiamento para os sindicatos.

A contribuição assistencial seria uma taxa a ser cobrada dos trabalhadores em caso de sucesso do sindicato em negociações coletivas. Mesmo os trabalhadores não sindicalizados estariam sujeitos à cobrança.

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No dia 11 de setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pela constitucionalidade da contribuição assistencial para custear o funcionamento de sindicatos. O julgamento, que terminou 10 a 1, alterou a decisão de 2017 da Corte que havia julgado inconstitucional a cobrança da contribuição a trabalhadores não filiados a sindicatos.

O termo de autorregulação da contribuição assistencial entregue ao presidente do Senado é assinado pelos presidentes de seis centrais sindicais. O documento diz que os sindicatos se comprometem a oferecer às suas categorias mecanismos de esclarecimento sobre a contribuição e também condições para a “manifestação de vontade” dos trabalhadores, incluindo cobranças não-abusivas.

Os sindicatos também propõem a punição a práticas de incentivo à recusa e de “desinformação” contra a contribuição, e demandam que não seja admitida a manifestação da recusa diretamente junto ao empregador.

Atualmente, um projeto de lei do senador Rogério Marinho (PL-RN), que visa regulamentar o direito de oposição do trabalhador à contribuição assistencial, está em tramitação na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). O presidente do Senado diz defender, no entanto, uma solução mais abrangente e duradoura para o orçamento dos sindicatos.

Pacheco afirmou que o Senado vai trabalhar para construir um consenso em favor da sustentabilidade dos sindicatos. Ele garantiu que não se cogita a retomada da antiga contribuição sindical obrigatória, extinta com a reforma trabalhista de 2017 (Lei 13.467, de 2017), mas explicou que a contribuição assistencial é um instrumento diferente.

“Estamos buscando uma forma de fomento do sindicatos, não só de trabalhadores mas também do sindicatos patronais. É importante haver vida sindical no Brasil”, disse o senador mineiro. “Uma forma de autofinanciamento desses sindicatos que não importa na volta da contribuição sindical obrigatória, algo [a] que eu próprio tenho reservas”, acrescentou.

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