Ministro da Defesa torna mais rigorosa punição para militares que fazem uso de drogas

Militares que consumirem drogas poderão ser licenciados, aposentados ou demitidos durante tratamento médico
Redação Portal Norte

Os militares das Forças Armadas que forem identificados como consumidores de drogas poderão ser licenciados, aposentados ou até mesmo demitidos durante o processo de tratamento médico.

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É o que prevê a Portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (14), e assinada pelo ministro da Defesa do governo de Lula, José Múcio Monteiro.

As alterações implementadas pelo documento tornam mais claras as exigências a respeito do uso de substâncias psicoativas, informando que, mesmo que o militar flagrado seja direcionado para tratamento médico e acompanhamento multidisciplinar, ainda poderá ser submetido a um processo de desligamento.

Anteriormente, a legislação estabelecia que os militares que apresentassem resultados positivos em exames toxicológicos eram primeiramente submetidos a avaliação médica, e as medidas administrativas eram consideradas posteriormente.

Já os militares estabilizados que obtiverem resultados positivos nos exames poderão sofrer consequências graves, que poderão chegar até a reforma ou demissão do serviço ativo. No entanto, o processo terá que percorrer as formalidades legais.

Para os militares ainda não estabilizados e temporários o desligamento das Forças Armadas poderá ocorrer mais rapidamente, na medida em que o processo for implementado a critério da administração.

A portaria original, que delineava as diretrizes para os integrantes das Forças Armadas que fazem uso de drogas, foi publicada em julho de 2022, quando o general Paulo Sérgio Nogueira ocupava o cargo de ministro da Defesa no governo de Jair Bolsonaro.

Essas diretrizes foram elaboradas em resposta à expulsão, ocorrida em maio de 2022, do sargento da Força Aérea Brasileira (FAB) Manoel da Silva Rodrigues. Ele foi flagrado com 37 kg de cocaína a bordo da aeronave presidencial durante uma viagem oficial do então presidente Bolsonaro.

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