Skank: banda se despede durante último show com grandes sucessos

Skank se despede dos fãs no Mineirão, em Belo Horizonte, em sua última apresentação após 31 anos de carreira.
Redação Portal Norte

A última apresentação da história do Skank agitou os fãs no Mineirão na noite deste domingo (26), em Minas Gerais.

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Treze anos após a gravação do DVD no antigo Mineirão – último evento, aliás, antes do fechamento do estádio para as reformas para a Copa do Mundo, o quarteto Samuel Rosa, Henrique Portugal, Lelo Zaneti e Haroldo Ferretti retornou ao Gigante da Pampulha para se despedir dos fãs.

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A última apresentação da turnê de encerramento da carreira do Skank foi repleta de sucessos.

Veja:




Skunk

Em 1983, Samuel Rosa e Henrique Portugal começaram a tocar em uma banda de reggae chamada Pouso Alto do Reggae, junto com os irmãos Dinho Mourão (bateria) e Alexandre Mourão (baixo).

Em 1991, o Pouso Alto do Reggae conseguiu um show na casa de concertos AeroAnta, em São Paulo, mas como os irmãos Mourão não estavam em Belo Horizonte, o baixista Lelo Zaneti e o baterista Haroldo Ferretti foram chamados para o show.

Antes da apresentação, o grupo mudou seu nome para Skank, inspirado na música de Bob Marley, “Easy Skanking” (“skank é um tipo de dança no ska ou uma técnica de guitarra usada em ska, rocksteady e reggae e “skunk” é o nome de uma variação da cannabis sativa, popularmente conhecida como maconha).

A banda fez sua estreia em 5 de junho de 1991, e devido à final do Campeonato Brasileiro no mesmo dia, o público pagante foi de 37 pessoas.

Entre os presentes, estavam André Jung e Charles Gavin, ex-bateristas das bandas Ira! e Titãs, respectivamente.

Após o show, a banda gostou da performance e resolveu continuar junta.

Começou a tocar regularmente na churrascaria belo-horizontina Mister Beef, bem como as casas noturnas Janis, Maxaluna e L’Apogée.

A proposta musical era transportar o clima do dancehall jamaicano para a tradição pop brasileira.

A banda lançou seu primeiro álbum em 1992, o homônimo Skank.

Apesar dos membros não terem aparelhos de CD em casa, fizeram no formato CD, segundo o baterista Haroldo Ferreti, “para chamar a atenção dos jornalistas, das rádios e talvez de uma gravadora. Era uma aposta na qualidade, na inovação.”

O destaque da banda na cena underground despertou o interesse da gravadora Sony Music, que inaugurou o selo Chaos no Brasil, junto ao Skank, e relançou o álbum em abril de 1993.[9]

Sucesso nacional

Em 1994, é lançado o segundo álbum, Calango, que vendeu mais de 1 milhão de cópias e músicas como “Jackie Tequila” e “Te Ver” tornaram-se hits cantados por todo o país.

Em 1996, é lançado o terceiro álbum, O Samba Poconé, que levou o grupo a se apresentar na França, Estados Unidos, Chile, Argentina, Suíça, Portugal, Espanha, Itália e Alemanha, em shows próprios ou em festivais ao lado de bandas como Echo & The Bunnymen, Black Sabbath e Rage Against The Machine.

O single “Garota Nacional” foi sucesso no Brasil e liderou a parada espanhola (na versão original) por três meses.

A canção foi o único exemplar da música brasileira a integrar a caixa Soundtrack for a Century, lançada para comemorar os 100 anos da gravadora Sony Music.

Os discos da banda ganharam edições norte-americanas, italianas, japonesas, francesas e em diversos países ao redor do mundo.

Enquanto O Samba Poconé chegava a quase 2 milhões de cópias vendidas no Brasil, o Skank foi convidado a representar o Brasil em Allez! Ola! Olé!, disco oficial da Copa do Mundo de Futebol de 1998.

Nos próximos álbuns, a música da banda passou a equalizar as origens eletrônicas com novas influências acústicas e psicodélicas, reveladas nos álbuns Siderado, lançado em 1998, e Maquinarama, lançado em 2000.

Fãs

Entre o público na pista, fãs de longa data da banda.”Minha mãe me criou ouvindo Skank. Desde quando eu era pequena, ela fazia as coisas de casa escutando Skank, o que me fez desenvolver grande apreço”, disse Clara Bonaparte, de 23 anos. 

“A gente ficou bem ansiosa, porque eu comprei o ingresso em dezembro de 2022 e aí a gente está desde dezembro esperando o show de hoje. E ele representa uma união entre mãe e filha. Porque a música nos une”, afirma.

“Eu sou apaixonada pelo Skank tem 30 anos. Eu conheci o Skank em casa de show na Savassi e lá eu conheci o meu marido, era um lugar pequenininho, em frente ao antigo Colégio Roma”, conta a mãe de Clara, Fernanda Bonaparte, de 49 anos.

Fim

Em 2019, a banda anunciou que encerraria suas atividades, sem previsão de volta.

Uma turnê de despedida seria realizada em 2020, mas teve de ser adiada devido à pandemia de COVID-19.

No dia 26 de março de 2023 foi realizado o último show da Banda, no Estádio do Mineirão, em Belo Horizonte.