Senado aprova MP que amplia benefício fiscal para turismo no exterior

Senado aprova Medida Provisória que reduz imposto sobre remessas de brasileiros em viagens ao exterior
Redação Portal Norte

Na noite desta terça-feira (28), o Plenário do Senado Federal aprovou a Medida Provisória 1138/22.

A MP determina benefício fiscal nas remessas de recursos enviadas ao exterior para custear gastos de brasileiros em viagens.

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A proposta retoma a redução de 6% da alíquota do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) em cima de gastos pessoais de brasileiros no exterior, com isenção aplicada em lotes de até R$ 20 mil por mês.

Até então, o índice aplicado nessas operações era de 25%, percentual em prática desde 2020, onerando os valores dos pacotes de viagens internacionais das agências de turismo no Brasil.

A MP será enviada à promulgação. Com aprovação, produtos e serviços internacionais vendidos por agências de viagem brasileiras podem sofrer redução de valores.

Segundo a relatora, senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB), poderão ser beneficiadas as mais de 35 mil agências de turismo brasileiros, que geram mais de 350 mil empregos.

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Progressão de aumento

A alíquota de 6% prossegue até dezembro de 2024, crescendo 1 ponto percentual por ano.

Veja a expectativa de elevação nos próximos anos:

  • de 1º de janeiro de 2023 a 31 de dezembro de 2024: alíquota de 6%;
  • de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2025: alíquota de 7%;
  • de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2026: alíquota de 8%;
  • de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2027: alíquota de 9%.

Senado a favor da MP

A medida provisória foi apresentada ainda no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas contou com apoio de parlamentares da base governista do presidente Lula.

“O turismo é uma indústria sem fumaça, sem chaminé, que gera emprego, atrai pessoas, que intercambia culturas” afirmou o líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner (PT-BA), em prol da MP 1138/22.

Tramitação no Senado

Destinada à promulgação, a medida provisória foi aprovada pela Câmara dos Deputados em 14 de fevereiro, conforme divulgou o Portal Norte.

Essa foi a primeira MP analisada pelo Plenário do Senado nesta legislatura. A medida já estava na pauta da semana.